
Era Uma Vez, Minha Primeira Vez: Um filme para voltar à adolescência
Antes de chegar ao cinema, Era Uma Vez, Minha Primeira Vez já conquistava leitores. Escrito por Thalita Rebouças e lançado em 2011, o livro faz parte da trajetória de uma autora que se tornou um dos grandes nomes da literatura juvenil brasileira.
Na adaptação para o cinema, acompanhamos quatro amigas — Teresa, Clara, Tuca e Patty — vivendo uma fase cheia de descobertas, expectativas e inseguranças sobre relacionamentos e a chamada “primeira vez”.
Durante muito tempo, filmes adolescentes que abordavam esse assunto estavam muito ligados à experiência masculina e à pressão para “fazer logo”. Aqui, a história mostra que as meninas também têm desejos, curiosidades e expectativas, mas carregam inseguranças e preocupações próprias.
O resultado é um filme colorido, dinâmico e divertido, sustentado principalmente pela química entre as quatro protagonistas e pela importância que a amizade ganha durante toda a história.
A tecnologia também está presente de maneira natural, trazendo a narrativa para o universo dos adolescentes de hoje.
E confesso: assistir a esse filme me fez voltar um pouquinho no tempo.
Eu me reconheci em algumas das paranoias e inseguranças daquela fase e me diverti vendo essas meninas viverem situações que, de alguma maneira, me fizeram lembrar da minha própria adolescência.
Talvez seja justamente essa a graça dos filmes adolescentes: eles mudam de geração, de linguagem e de tecnologia, mas algumas sensações continuam reconhecíveis.
No fim, o filme não é apenas sobre a primeira vez. É sobre descobrir quem somos, lidar com nossas inseguranças e ter amigos ao nosso lado enquanto fazemos isso.
E acho que Era Uma Vez, Minha Primeira Vez acerta justamente por entender que algumas descobertas ficam muito mais leves quando não precisamos enfrentá-las sozinhos. O filme estreia nesta quinta (17) nos cinemas.
Texto por Rafael Borges.