
Cara-de-Barro aposta no terror corporal em meio aos altos e baixos da DC
Filme dirigido por James Watkins e protagonizado por Tom Rhys é uma tentativa de respiro em meio aos desastres do universo cinematográfico da DC, cujo último projeto foi um desastre.

A obra trata de um vilão que, principalmente, é carismático, mas vai exercendo aquela dinâmica de gostar/odiar o vilão que existe no filme “Coringa”, dinâmica essa que funciona de maneira pior quando comparada.
O filme começa de maneira corrida, se direcionando ao seu pico e prezando pelas cenas de body horror, onde realmente a obra tem liberdade para utilizar tudo que o personagem tem a oferecer. Existe uma cena em uma boate que é incrivelmente divertida, explorando algumas das diversas possibilidades de transformação do vilão.

Além disso, Cara de Barro causou uma impressão negativa em relação ao roteiro. Existe uma sensação grotesca de necessidade de inconveniência, é algo tão nítido que incomoda. Isso existe principalmente na relação dos poderes do personagem.
Dito isso, o filme mantém uma nota positiva, porém, apresentando uma história mais do mesmo que abraça o genérico. O longa está em cartaz nos cinemas.
Texto por Rodrigo Cavalcanti.